
“Oi amor, pelo visto eu te perdi mesmo né? Quer dizer, sei lá, tanto tempo longe um do outro fez mal, pra esse tal de “nós”, acho que o problema nem foi a falta de tempo, ou talvez a famosa distância, que nem era tanta, pois a gente se via sempre, acho que, o que faltou mesmo foi amor –afinal só eu que amava– doía isso (ainda dói), saber que você não sente o mesmo, saber que o amor é platônico é ruim demais, me doía te chamar de amor e você também me chamar, só que perceber que nos seus olhos que eu não era o seu amor, que eu não era a pessoa por quem você sorria bobo, que eu não era quem te fazia feliz; Mas sabe o que me dói mais? É saber que eu não vou conseguir esquecer você, do seu sorriso bobo, mesmo não sendo meu, do seus olhos brilhantes, mesmo não sendo pra mim, do seu beijo doce, mesmo que enquanto você me beijava, você pensava em outra pessoa, do seu toque, da sua voz rouca quando você me chamava de manhã, do seu jeito completamente lindo de agir, enfim de você, mesmo você não sendo meu. Você sempre foi perfeito, pena que não me amava e meu amor não foi o bastante pra nós dois… “Sempre alguém ama mais em um relacionamento, quem dera não fosse eu.” Seja feliz amor, mesmo não sendo comigo.” Bruna Gregoletto, BG.